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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Artigo: Linux para desktop é um sonho que acabou


Se fosse para o Linux conquistar de uma vez por todas o seu lugar ao sol, essa época teria sido em 2008; mas isso não estava nos planos do astral.

Estamos aqui reunidos para dar adeus às intenções do Linux de se tornar um sistema operacional para desktops competitivo.

Ele deixa para trás segurança, estabilidade e grandes avanços de usabilidade, de performance e de compatibilidade. Deixará, também, saudades e uma legião de fãs que, simplesmente, não vê mais porque usar o sistema, filho de Linus Torvald e do Minix, do Unix e de outros queridos membros da família *x.

Os últimos anos do Linux foram repletos de alegrias. Entre estas as transformações proporcionadas por seu filho Ubuntu, responsável por transformar a área de trabalho e por proporcionar uma agradável experiência aos usuários. O Ubuntu 10.10 também ultrapassou aos primos Mac OS e Windows nos quesitos de segurança. Já em seu leito de morte, o Linux foi agraciado pela total e completa falha do Windows Vista e pelo surgimento dos netbooks. Ainda assim, essa transfusão de poderes não foi suficiente para elevar a participação do sistema além dos 1% no mercado de sistemas operacionais.

Mas o Linux não morreu completamente. Apesar das versões voltadas para desktop estarem vagando no limbo, ele permanecerá vivo na memória dos servidores, que, segundo um levantamento realizado pela Linux Foundation devem seguir consumindo o software livre mais que os seus primos ricos. Também continuará vivo em plataformas móveis, como é o caso do Android e em impressoras, em TVs e tablets.

Aqueles que esperavam ver no Linux uma saída das amarras comerciais impostas por companhias como a Apple e a Microsoft, queiram se sentar, pois vamos precipitar uma pá-de-cal sobre a mortalha do sistema operacional que podia ser encontrado até dentro de caixas de cereal CucrilhuX.

O Linux vacilou

Há alguns anos, tomado pela emoção, declarei que finalmente havia chegado a hora de o Linux ganhar seu merecido espaço, afinal de contas, o Ubuntu havia desenvolvido um ambiente desktop à prova de imbecis e de fácil instalação. Tão fácil de instalar quanto o dos concorrentes Mac OS e Windows. Até o crítico suporte a hardware, por anos um entrave no caminho de quem queria rodar o sistema do pingüim, havia chegado a um estágio avançado e assim, importantes empresas fabricantes de PCs, como a Dell, começariam a oferecer o Linux pré instalado em suas máquinas.

Ao mesmo tempo, o apreço dos usuários pelo Windows Vista havia chegado ao fundo do abismo. Para adoçar ainda mais a vida do Linux, estavam surgindo os netbooks, plataforma ideal para a dominância do SO. Então, se fosse para o Linux conquistar de uma vez por todas o seu lugar ao sol, essa época teria sido em 2008. Mas isso não estava nos planos do astral.

A Asus até que tentou, ao inundar o mercado com uma série de netbooks de baixo custo que traziam instalado o sistema Xandros, distribuição Linux que deixava muito a desejar. Para sorte da Microsoft e do Windows XP, outros fornecedores de PCs portáteis fizeram a mesma escolha infeliz quando chegada a hora de decidir qual distribuição Linux viria nas partições /dev/hda1 dos netbooks. Essa seleção pouco inteligente de distribuições Linux é um dos principais fatores que convenceram os usuários a migrar de volta para o XP ou abandonar essa esfera e entregar-se ao Mac OS.

Assim que o Windows 7 beta chegou aos balcões virtuais, em janeiro de 2009, o Linux não passava mais de uma lembrança.

(Robert Strohmeyer)
Fonte: idgnow
19/10/2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cinco erros comuns para novatos em Linux


Aprender a dominar o Linux requer um mínimo de empenho. Persevere, e verá que o sistema é seu amigo.

A chegada do Ubuntu 10.10 veio para aumentar a lista de argumentos que justificam a migração de sua empresa para a plataforma aberta Linux. O sistema operacional está mais simpático ao usuário e nem por isso condenou as robustas configurações de segurança que o diferenciam dos produtos concorrentes a se desmanchar em /dev/null.

Se você se encaixa na categoria Linux newbies (usuários recém chegado à plataforma criada por Linus Torvald) merece palmas. Agora que se livrou das amarras impostas por licenças e travas de sistema que o impedem de manipular o seu SO da maneira que achar melhor - e das outras tantas desvantagens embutidas nos sistemas Mac e Microsoft - aproveite para conhecer os erros que você provavelmente vai cometer, assim como todos os novatos.

Não queremos te desanimar, pois nenhum desses erros é, digamos, fatal. Mas vale a pena estar atento para não passar por essa dores de cabeça. Então, sem mais delongas, respeitável público: cinco coisas que você deve evitar ao migrar para o Linux.

1. Linux não é Windows

O ser humano é dominado por hábitos. Passados anos na frente de estações de trabalho munidas a Windows ou a Mac, é natural que espere um ambiente semelhante.

Várias características que faziam do Windows e do Mac OS sistemas descomplicados de usar foram incorporados ao Ubuntu e a outras distribuições Linux recentes. Isso faz do sistema algo que, visualmente, é bastante parecido. Analisando a questão sob um prisma pragmático, é necessário alertar que a versão 10.10 do Ubuntu (codinome Maverick Meerkat) não vem enlatada e pronta para usar, como acontece com o Windows.

Não queremos dizer que usar o Ubuntu seja mais complicado que manipular o sistema da Microsoft. Linux, definitivamente, não é mais difícil que os outros SOs, apesar das diferenças. Pode ser que leve algum tempo até você se acostumar com o jeito da plataforma funcionar. Não desanime. Tudo requer aprendizado, e as vantagens ultrapassam de longe os incômodos iniciais.

2. Rodar o sistema em modo root sem necessidade

Uma das grandes diferenças entre os sistemas Linux e o Windows é o fato de os usuários do primeiro, por padrão, não terem todos os direitos sobre o software. Quando o assunto é segurança, isso faz a maior diferença. Esteja consciente de que não há necessidade de usar o Linux em modo administrador cada vez que realiza o login.

Isto posto, não há qualquer motivo para temer o modo root. Para realizar determinadas tarefas ele é necessário, e por bons motivos. Mas não abuse.

3. Usar o Google para encontrar softwares

Se você vem da plataforma Windows, deve estar acostumado a procurar por aplicativos e, se necessário for, pagar o que custam. Mas, uma das belezas do sistema do Pinguim está no fato desse processo ser menos complicado e não envolver o escrutínio de diretórios da web na busca por softwares. Sem mencionar que geralmente as soluções têm custo igual a zero.

Quase todas as distribuições Linux têm um gestor de aplicativos. Invista um pouco de tempo se informando como esse recurso funciona. No caso do Ubuntu, ele é chamado de Ubuntu Software Center. Com base nesse gerente de pacotes, você poderá encontrar praticamente qualquer software de que necessite.

4. Não tema o shell

Sem dúvida os sistemas operacionais se afastaram da linha de comando (aquela tela preta com um prompt). Mas, no caso do Ubuntu 10.10, ele se faz necessário para uma variedade de tarefas.

Não tema esse ambiente. A diferença entre digitar alguns comandos básicos nessa interface não difere muito do "clicar / arrastar / soltar" com o mouse. Isso, sem mencionar que rodar processos na linha de comando pode ser mais eficiente e mais rápido que a interface gráfica. Ninguém está pedindo que decore as centenas de comandos passíveis de disparar uma rotina, mas quando isso for requerido, vá com fé.

5. Desistir logo no começo

Toda mudança é difícil, e o fato do novo sistema ser mais fácil não ameniza o choque da migração entre plataformas. Lembre-se que você não nasceu sabendo administrar o Windows nem o Mac OS. Por que dominaria o Linux assim, logo de saída?

O Linux pode parecer muito diferente do que você estava acostumado, mas isso não faz dele o vilão ou um ladrão de sono. Não desista. Em pouco tempo você nem vai mais notar a diferença entre os sistemas XP, Linux, Win 7, Mac OS etc. Logo você vai perceber que o modo do Linux realizar as tarefas faz mais sentido. E, quando menos esperar, não irá se recordar da época em que vivia sem ele.

(Katherine Noyes )
Fonte: idgnow
15/10/2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Linux: o que diferencia as 10 distribuições mais populares

Descubra quais as características das versões mais famosas e como cada uma delas se adequa ao ambiente corporativo.

Para quem começa a lidar com Linux, uma das coisas mais confusas é entender quantas distribuições, ou versões, existem para esse sistema operacional. O Ubuntu é um dos que tem estado mais em evidência, mas há centenas de outras, cada uma com alguma variação.

Escolher a distribuição – ou “distro” – mais adequada para sua empresa vai depender de cada ambiente. Também ajuda ter uma compreensão básica das diferenças que existem entre as grandes distros do Linux.

Ententa o que diferencia cada uma das dez maiores distribuições Linux:

1::Ubuntu
Sim, nos últimos tempos o Ubuntutornou-se o garoto propaganda do Linux. E não surpreende: é a distro mais popular até agora, atraindo mais de 2.200 acessos por dia no site Distrowatch. O segundo lugar, Fedora, tem 1.400.

O Ubuntu é praticamente um estreante na cena Linux. Foi anunciado em 2004 mas, apesar de sua pouca história, está mais que pronto. Fundada pelo milionário sul-africano Mark Suttleworth, a Canonical – a empresa por trás do Ubuntu – distribuiu por vários anos CDs do Ubuntu, sem custo, o que colaborou para acelerar sua penetração de mercado.

O Ubuntu tem como base o Debian (ver abaixo) e inclui aplicativos bastante conhecidos, como Firefox e OpenOffice.org. Seu cronograma de atualização é previsível – há uma nova versão a cada seis meses –, com eventuais versões de Suporte de Longo Prazo (LTS, na sigla em inglês) que recebem atualizações de segurança de três a cinco anos.

O Ubuntu também é notável por sua facilidade de uso e pela inclusão de um assistente de migração para usuários do Windows e o suporte para as tecnologias mais recentes. A versão 10.10 do Ubuntu – também conhecida como Maverick Meerkat – incluirá a compatibilidade para telas muiltitoque e comandos de gestos. A revisão final dessa versão está prometida para outubro de 2010.

Vale lembrar que o Ubuntu está disponível em vários remixes e subdistros com foco em nichos específicos, como Kubuntu, Xubuntu e Lubuntu. A maioria difere basicamente em relação à oferta de um ambiente de desktop alternativo ao Gnome utilizado pelo Ubuntu.

06/09/2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Linux beneficia governos não só pelos custos, diz criador


SÃO PAULO (Reuters) - A preferência de governos por plataformas baseadas no Linux é uma decisão que vai além da redução de custos do Estado, apesar da migração gerar problemas de adaptação e compatibilidade, afirmou o criador do sistema operacional de código aberto, Linus Torvalds, em evento nesta terça-feira.

O governo brasileiro adota há alguns anos o uso de sistemas de informática em código aberto, mas há dois anos admitiu que vinha tendo problemas com a adoção do software livre na esfera federal como no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e mesmo em empresas de tecnologia do governo, como Dataprev e Serpro.

Segundo a Linux Foundation, hoje cerca de 70 por cento dos aplicativos críticos do governo brasileiro já são de plataforma livre.

"Usar Linux não é somente redução de custos, é questão de controle e autonomia do sistema que você usa. Com os governos, há a questão de segurança de usar um sistema que 'ninguém pode tirar de você', você não fica à mercê de uma empresa internacional", defendeu Torvalds durante entrevista coletiva.

O diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, admitiu que nenhuma transição de Windows, da Microsoft, para Linux é indolor. Mas defendeu que se for bem feita, os benefícios são perenes.

"Os custos da transição são altos, não apenas em dinheiro, porque você precisa reaprender uma série de coisas, mas eu nunca vi uma mudança para Linux elevar custos", disse Zemlin.

A Linux Foundation estima que existam pelo menos 3 milhões de computadores com Linux no Brasil, considerando apenas uma das versões adotadas. O governo federal continua priorizando o software livre em licitações, abrindo sempre primeiro as ofertas para programas de código aberto, passando para software prioritário somente quando não há opção.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa)

Retirado de : http://tecnologia.uol.com.br

31/08/2010

Linux beneficia governos não só pelos custos, diz criador


A preferência de governos por plataformas baseadas no Linux é uma decisão que vai além da redução de custos do Estado, apesar da migração gerar problemas de adaptação e compatibilidade, afirmou o criador do sistema operacional de código aberto, Linus Torvalds, em evento nesta terça-feira.

O governo brasileiro adota há alguns anos o uso de sistemas de informática em código aberto, mas há dois anos admitiu que vinha tendo problemas com a adoção do software livre na esfera federal como no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e mesmo em empresas de tecnologia do governo, como Dataprev e Serpro.

Segundo a Linux Foundation, hoje cerca de 70% dos aplicativos críticos do governo brasileiro já são de plataforma livre.

"Usar Linux não é somente redução de custos, é questão de controle e autonomia do sistema que você usa. Com os governos, há a questão de segurança de usar um sistema que "ninguém pode tirar de você", você não fica à mercê de uma empresa internacional", defendeu Torvalds durante entrevista coletiva.

O diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, admitiu que nenhuma transição de Windows, da Microsoft, para Linux é indolor. Mas defendeu que se for bem feita, os benefícios são perenes.

"Os custos da transição são altos, não apenas em dinheiro, porque você precisa reaprender uma série de coisas, mas eu nunca vi uma mudança para Linux elevar custos", disse Zemlin.

A Linux Foundation estima que existam pelo menos 3 milhões de computadores com Linux no Brasil, considerando apenas uma das versões adotadas. O governo federal continua priorizando o software livre em licitações, abrindo sempre primeiro as ofertas para programas de código aberto, passando para software prioritário somente quando não há opção.

Linux beneficia governos não só pelos custos, diz criador


A preferência de governos por plataformas baseadas no Linux é uma decisão que vai além da redução de custos do Estado, apesar da migração gerar problemas de adaptação e compatibilidade, afirmou o criador do sistema operacional de código aberto, Linus Torvalds, em evento nesta terça-feira.

O governo brasileiro adota há alguns anos o uso de sistemas de informática em código aberto, mas há dois anos admitiu que vinha tendo problemas com a adoção do software livre na esfera federal como no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e mesmo em empresas de tecnologia do governo, como Dataprev e Serpro.

Segundo a Linux Foundation, hoje cerca de 70% dos aplicativos críticos do governo brasileiro já são de plataforma livre.

"Usar Linux não é somente redução de custos, é questão de controle e autonomia do sistema que você usa. Com os governos, há a questão de segurança de usar um sistema que "ninguém pode tirar de você", você não fica à mercê de uma empresa internacional", defendeu Torvalds durante entrevista coletiva.

O diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, admitiu que nenhuma transição de Windows, da Microsoft, para Linux é indolor. Mas defendeu que se for bem feita, os benefícios são perenes.

"Os custos da transição são altos, não apenas em dinheiro, porque você precisa reaprender uma série de coisas, mas eu nunca vi uma mudança para Linux elevar custos", disse Zemlin.

A Linux Foundation estima que existam pelo menos 3 milhões de computadores com Linux no Brasil, considerando apenas uma das versões adotadas. O governo federal continua priorizando o software livre em licitações, abrindo sempre primeiro as ofertas para programas de código aberto, passando para software prioritário somente quando não há opção.